Participação das Energias Renováveis no Brasil é 3 vezes maior que média mundial

Segundo os dados do Ministério de Minas e Energia – MME, no ano de 2015, as fontes renováveis em atividade no Brasil chegaram aos impressionantes 75,5% de participação na matriz de OIEE (Oferta Interna de Energia Elétrica).

Esse número é satisfatório aos entusiastas na área de sustentabilidade quando comparados com o resto do mundo, onde a média mundial é de 24,1% e de 23,1% no bloco OCDE. Isso quer dizer que a porcentagem de participação da nossa matriz de energia elétrica chega a ser 3 vezes maior que média mundial.

A energia solar, apesar da alta taxa de crescimento, ainda é pouco significativa na matriz. No caso do bagaço, dos 34,2 TWh (Tera Watt hora) gerados, 20,5 TWh foram de excedentes para o mercado, e 13,7 TWh para o consumo próprio na produção de açúcar e etanol.

O gráfico a seguir mostra as vantagens comparativas das fontes renováveis brasileiras.

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Em 2015, a Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) ficou em 615,9 TWh, montante 1,3% inferior ao de 2014 (624,3 TWh) – crescimento de 2,1% em 2014. Por fonte, merecem destaque os aumentos de 77,1% na oferta por eólica, de 7,1% por lixívia e outras bioenergias, e de 5,8% por bagaço de cana. As ofertas por óleo fóssil e gás natural recuaram 19,0% e 2,0%, respectivamente.

A supremacia da geração hidráulica ficou menos acentuada em 2015, ficando com 64,0% na estrutura da OIEE (incluindo a importação de Itaipu), contra os 65,2%, verificados em 2014, e 70,6% em 2013.

ENERGIA GERAL

Em relação a energia geral do Brasil, onde também é contabilizada todos os setores, incluindo industrias, pequenas geradores, transporte, entre outras, onde o petróleo tem grande participação, também se observou uma grande distancia do Brasil em relação ao uso de energias renováveis.

O petróleo teve uma pequena queda de 2,1% em relação a 2014. A Oferta Interna de Energia (OIE), em 2015, ficou em 299,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo.

A demanda total de derivados de petróleo teve uma redução de 7,2%, computando os usos finais nos setores da economia e os usos na geração de energia elétrica. O consumo em veículos leves, que em 2014 teve aumento de 6,2%, em 2015 ficou estável.

A tabela a seguir mostra um aumento da Oferta Interna de Energia de 2014 e 2015, onde o crescimento das Energias renováveis é considerável, levando em conta a queda das não-renováveis.

tabela-oferta-de-energia

Nessa situação, temos que as fontes renováveis passaram a ter uma participação notável com 41,2% na nossa demanda total de energia de 2015, número superior ao do ano anterior (2014) onde os números chegaram a 39,4%.

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Fonte: Resenha Energética Brasileira 2015-2016. Ministério de Minas e Energia – MME.

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